segunda-feira, 28 de dezembro de 2015

Qual é o relacionamento do Pai com o crente?

O convite de Jesus para que cada crente orasse ao Pai (Lc 11.1,2; veja também Mt 6.9-13) deve ter chocado Seus ouvintes. No Antigo Testamento, a primeira pessoa da Trindade só é referida como Pai 15 vezes (2Sm 7.14; 1Cr 17.13; 22.10; Sl 68.5; 89.26; 103.13; Is 22.21; 63.16; 64.8; Jr 3.19; 31.9; Ml 1.6; 2.10), e jamais é vista como Pai dos israelenses como indivíduos, mas sim de toda a nação de Israel!
Que contraste extraordinário é o fato de o Novo Testamento ter dezenas de referências assegurando-nos de um relacionamento entre o Pai e o cristão! Aliás, Paulo leva isso mais longe, descrevendo a incrível intimidade que existe entre o filho de Deus e o Pai (Rm 8.15,16; Gl 4.6). O apóstolo João, mais tarde, captaria a essência desta verdade maravilhosa (1Jo 3.1). 
De que forma o Pai ministra aos crentes?
O Pai ministra de diversas formas aos Seus filhos e filhas lavados no sangue [do Cordeiro].
  • Ele conheceu-nos de antemão (Rm 8.29;1 Pe 1.2).
  • Ele elegeu-nos (Lc 18.7; Rm 8.33; 1 Ts 1.4; Tt 1.1; 1 Pe 1.2).
  • Ele predestinou-nos (Rm 8.29; Ef 1.5,11).
  • Ele preparou nossas boas obras (Ef 2.10).
  • Ele deu-nos a Cristo (Jo 6.37,44; 10.29).
  • Ele chamou-nos (Rm 8.28,30; 1Co 1.9; 2 Ts 2.14).
  • Ele justificou-nos (Rm 8.33).
  • Ele selou-nos (Ef 1.13; 4.30).
  • Ele (maravilha das maravilhas!) habita em nós (Jo 14.23).
  • Ele guarda-nos (Jo 10.29; 17.11).
  • Ele honra-nos (Jo 12.26).
  • Ele abençoa-nos (Ef 1.3).
  • Ele ama-nos (Jo 14.21,23; 2Ts 2.16).
  • Ele consola-nos (2Co 1.3-7; 2Ts 2.16).
  • Ele santifica-nos (Jo 17.17; Jd 1.1).
  • Ele dá-nos vitória na hora da tentação (1Co 10.13).
  • Ele é glorificado quando damos fruto (Jo 15.8).
  • Ele revela a verdade (Mt 11.25; 16.17; Ef 1.17).
  • Ele supre nossas necessidades (Mt 6.32,33; Fp 4.19).
  • Ele busca a nossa adoração (Jo 4.23).
  • Ele castiga-nos quando necessário (Hb 12.5-11).
  • Ele restaura-nos (Lc 15.21-24).
  • Ele, um dia, nos congregará em Cristo (Ef 1.10).
  • Ele então nos galardoará (Mt 6.1; 2Tm 4.8; Hb 11.6).
  • Ele está preparando um reino para nós (Mt 13.43; 25.34; 26.29; Lc 12.32; Jo 14.3).

Até a próxima!
Fica na paz!

domingo, 27 de dezembro de 2015

Por que o segundo Templo de Israel era tão significativo?


A dedicação do segundo Templo de Israel em 12 de março de 515 a.C. foi o evento mais significativo na vida daqueles que retornaram do exílio babilônico. Agora, eles poderiam adorar e louvar Deus da mesma forma como seus antepassados adoraram antes do exílio. Agora, as exigências divinas para o relacionamento baseado na aliança com Ele poderiam ser cumpridas. O sumo sacerdote, agora, podia entrar na presença de Deus uma vez por ano, no Dia da Expiação, para aspergir sangue pelos pecados da nação. Depois de 70 anos de separação de Deus, o povo da aliança era agora restaurado.
Todavia, esse evento alegre não veio sem dificuldade. Com a ajuda de Deus, os exilados israelitas que retornaram suportaram 16 anos de oposição de pessoas que habitavam sua terra e de autoridades persas. Seus inimigos fizeram de tudo para desencorajá-los, mas os israelitas concluíram a reconstrução do Templo e restabeleceram a adoração a Deus por meio de paciência, persistência e forte encorajamento profético (Ed 5.1-5; 6.14).
A dedicação do Templo demonstra que Deus pode realizar Sua vontade por intermédio de um pequeno grupo de pessoas que deixam suas prioridades para agradá-lo e que confiam que Ele cumprirá Suas promessas (Ed 6.8; Ag 2.7,8). Em vez de focar no pouco que tinha, o povo de Deus confiou no que Ele poderia proporcionar. O povo dedicou-se a glorificar o Senhor e a manter firme seu relacionamento com Ele. Deus provou que estava soberanamente no controle das nações e que poderia mudar o coração dos líderes dessas nações para realizar Sua vontade (Ed 5.5; 6.6-10,22).

Estudando Esdras 5.11
Tatenai, o governante escolhido pelo rei, confrontou os construtores do templo, exigindo saber quem havia dado permissão para o projeto de edificação deles (Ed 5.3). Os líderes corajosamente responderam: "Nós somos servos do Deus dos céus e da terra". O Deus de Israel não era uma deidade local fajuta. Ele era Deus dos reis e dos reinos.
O livro de Esdras cuidadosamente mostra como Deus usou reis estrangeiros como Seus instrumentos para Seus propósitos. E "despertou o SENHOR o espírito de Ciro" para retornar o povo de Deus para Jerusalém e para financiar a construção do Templo de Deus (Ed 1.1). Anos mais tarde, a obra de Deus continuou baseada na descoberta de um parágrafo perdido ema uma chancelaria pagã (Ed 6.1,2).
Deus é supremo sobre todos os governantes, os eventos históricos e as forças hostis.
Você já levou em consideração que Deus tem poder para mudar a atitude de uma pessoa ou de grupo de pessoas? Deus é infinitamente poderoso. Ele pode despertar o espírito de alguém para Seus propósitos.
Costumamos perguntar-nos se Deus está trabalhando no mundo à nossa volta. O livro de Esdras - bem como toda a Bíblia - testemunha a atividade  contínua de Deus e Sua influência sobre os eventos mundiais. Ele continua a guiá-lo hoje em dia.
Ele é Quem é Maravilhoso!
Tremendo!
Supremo!
Magnifico!
Soberano!
Ele é o Rei da glória!
Ora, quem é o Rei da glória?
JESUS CRISTO, Ele é o Rei da glória desde o princípio!
Amém!
Até a próxima!
Fica na paz!

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domingo, 6 de dezembro de 2015

Como o Espírito Santo envolve-se na vida do cristão?

Como o Espírito Santo envolve-se na vida do cristão?

Diferentes escritores do Novo Testamento enfatizaram variados aspectos da obra do Espírito Santo. João, por exemplo, destacou o papel do Espírito como um mestre e como um revelador dos pensamentos e caminhos de Deus. No livro de Atos, Lucas enfocou a orientação e o poder do Espírito para o evangelismo e a importância de se ser cheio do Espírito Santo. Paulo, no entanto, oferece uma visão abrangente da obra do Espírito.
De acordo com Paulo, Deus dá Seu Espírito Santo a todos os que têm uma relação salvadora com Jesus Cristo (Ef 1.13,14). O Espírito traz vida nova em Cristo. Ele garante a salvação aos cristãos e sua identidade como filhos de Deus (Rm 8.14; 2Ts 2.13).
O Espírito Santo dá poder sobre o pecado aos cristãos - poder ministerial e também poder para viver uma vida frutífera (Rm 8.2; 1Co 12.4-7; Gl 5.22,23). Os cristãos devem ser continuamente cheios "do Espírito" (Ef 5.18). E embora eles vivenciem o conflito entre a carne e o Espírito, podem agradar o Senhor ao ceder à orientação e ao poder do Espírito (Gl 5.16-18).
O Espírito Santo permite que os cristãos entendam os pensamentos e os caminhos de Deus (1Co 2.9-16). Ele dá dons espirituais aos cristãos para ajudar a igreja a crescer (1Co 12.1-31). O Espírito guia e fortalece a adoração com os dons espirituais que lhes deu (1Co 14.26-33,39,40).
O Espírito garante que os cristãos receberão todas as bênçãos prometidas por Deus (2Co 1.22). O Espírito ajuda os cristãos e intercede por eles em sua fraqueza humana (Rm 8.26); o propósito da Sua obra é assemelhá-los a Cristo (Rm 8.28,29).

ESTUDANDO ROMANOS 8.15-17
Paulo usa a adoção para ilustrar a nova relação dos crentes com Deus. Na cultura romana, uma pessoa adotada desistia dos direitos de sua antiga família e recebia todos os direitos de um filho biológico em sua nova família, tornando-se herdeira total das propriedades de seu novo pai.
Da mesma forma, quando uma pessoa torna-se cristã, recebe todos os privilégios e responsabilidades de um filho na família de Deus. Isso inclui a glória do Senhor, mas também o sofrimento de Cristo. Mas "as aflições deste tempo presente não são para comparar com a glória que em nós há de ser revelada" (Rm 8.18). E "temos as primícias do Espírito" [...] "esperando a adoção" (Rm 8.23).
O que mais esta glória incluirá? Nosso corpo será liberto do pecado e do sofrimento, e teremos novos corpos (Rm 8.23). Seremos ressurretos com corpos glorificados como o de Cristo - o que os discípulos viram e tocaram (Lc 24.39-43). O Espírito de Deus irá trazer-nos essa vida completa e corporal. E "aquele que dos mortos ressuscitou a Cristo também vivificará o vosso corpo mortal, pelo seu Espírito que em vós habita" (Rm 8.11).

Complemente seu estudo com os Salmos 18.16-36

Até a próxima
Fica na paz!

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