domingo, 29 de março de 2015

PODE O NOME DE UM CRISTÃO SER APAGADO DO LIVRO DA VIDA?

Pode o nome de um cristão ser apagado do Livro da Vida?
A ideia do nome de alguém ser apagado do Livro da Vida pode levantar questões de segurança para alguns cristãos (Ap 3.5). Embora o Novo Testamento seja cheio de palavras de garantia, há também advertências severas (Jo 10.27-30; Hb 6.4-8; Ap 2.5; 3.10,11; 13.10). Geralmente, não gostamos e evitamos tais alertas, pois eles ameaçam nosso senso de segurança. No entanto, essa preocupação é exatamente a razão por que os escritores do Novo Testamento emitiram seus alertas que salientam a importância da obediência, da fidelidade e da perseverança.
O convite à obediência não era novo. Deus repetidamente chamou o povo de Israel à fidelidade (1Sm 12.24,25; 28.16-19; 1Rs 9.4-9). Todas as promessas e profecias de Deus são condicionadas à fidelidade e à obediência (ver especialmente Jr 18.7-10). Paulo percebeu que a desobediência de Israel havia levado à inclusão dos gentios no povo de Deus. No entanto, o apóstolo advertiu claramente os cristãos gentios a não se tornarem superconfiantes (Rm 11.13-32). A promessa de Deus é imutável, mas a desobediência humana traz julgamento. A humilde obediência e a dependência do Senhor são as bases para a verdadeira segurança.
Quando o Novo Testamento foi escrito, ser cristão era perigoso e colocava a vida em risco. O livro do Apocalipse promete esperança segura para os cristãos, apesar da ameaça de morte, mas essa esperança encontra-se claramente no contexto dos alertas acerca do juízo (Ap 21.8,27; 22.15). O chamado à fidelidade e à obediência é um grande tema no livro de Apocalipse (Ap 2.5,10,11,26-29; 13.9,10; 18.4; 20.12; 22.7,11,12). O Novo Testamento afirma com clareza que, com a ajuda de Deus, os cristãos fiéis irão perseverar até o fim (Hb 13.6; Tg 1.25; Ap 3.10).

Meditando em Ap 3.1,2
Apesar da reputação de ser ativa, a igreja em Sardes estava morta pelo pecado. O problema não era heresia, mas morte espiritual. Jesus não tinha palavras de elogio para essa igreja, que parecia tão boa externamente, mas corrompida em extremo internamente.
A igreja de Sardes foi impulsionada a voltar ao que acreditou e ouviu pela primeira vez - as bases da fé. Não importa o quanto aprendemos, nunca devemos abandonar as verdades básicas. E a verdade que compreenderemos com o tempo nunca irá contradizer o ensinamento bíblico primário de Deus.
Também é dito que a igreja deveria acordar. Sua riqueza e conforto ninaram-na até dormir. Sua autossatisfação o levou a morrer espiritualmente. Ela não só se distanciou dos ensinos dos apóstolos, como também não dava mais os frutos da fé: não prestava mais um serviço sincero ao próximo e já não tinha unidade ou amor (Gl 5.6).
Uma igreja pode ter uma reputação por sua espiritualidade, mas deve ser avaliada assim como um cristão individualmente deve ser - pelas formas como serve ao próximo. Não se deixe enganar pela boa reputação de uma igreja. Procure pelos frutos do espírito e pela forma pela qual ela está servindo no mundo.

Veja no AT:
Então disse o Senhor a Moisés: Aquele que pecar contra mim, a este riscarei do meu livro. Êxodo 32:33
Veja no NT:
O que vencer será vestido de vestes brancas, e de maneira nenhuma riscarei o seu nome do livro da vida; e confessarei o seu nome diante de meu Pai e diante dos seus anjos. Apocalipse 3:5
E não entrará nela coisa alguma que contamine, e cometa abominação e mentira; mas só os que estão inscritos no livro da vida do Cordeiro. Apocalipse 21:27

Até a próxima! Fica na Paz!

FIDELIDADE, para onde deve ser direcionada?

FIDELIDADE, 
Um exemplo de fidelidade:
José (filho de Jacó): Ele teve sua reputação alterada várias vezes:

Com a família, era "sonhador"
Na casa de Potifar, o "escravo"
No cárcere, o "preso por assédio"
No palácio de Faraó, o "segundo homem mais importante"
Contudo não perdeu o seu caráter [continuou temente a Deus], não abriu mão de sua fidelidade ao Deus do Céu, que por sua vez, se mostrou fiel a José também, recompensando-o grandemente com bênçãos que jamais ele poderia imaginar desfrutar. Jose foi temente e fiel a Deus até o fim, apenas por reconhecer que Deus é Soberano e Merecedor de toda sua obediência. E não por esperar que Deus o recompensasse.
Assim deve ser conosco. Alguém pode até prejudicar nossa reputação, mas jamais conseguirá nos afastar de Deus. É claro, para aqueles cujo caráter está formado em Deus.
Devemos amar o Senhor acima de tudo, obedecê-Lo e ser fiel a Ele em todas as circunstâncias. Por Ele ser Deus e Soberano. Não com os olhos fitados apenas nas recompensas seculares ou temporais.
Para meditar:
Assim como José, Davi também, teve sua reputação alterada inúmeras vezes no curso de toda sua vida, mas mesmo assim, não deixou de ser fiel a Deus. E sabemos como foi o final de sua história: O Senhor o tirou de detrás das ovelhas e o pôs acima de uma nação como rei que, semelhante a ele, nunca se levantou depois de Davi, rei tal em Israel. Sem contar que o seu caráter recebeu um ícone: "O homem segundo o coração de Deus".

Dica de leitura: o livro de 2Samuel

Para onde devemos direcionar nossa fidelidade?
  • Fidelidade à Bíblia: 1Co 4.1,2; 1Tm 4.12.
  • Fidelidade à Deus: 1Sm 12.24; Pv 3.1-3; 2Cr 19.9; Ap 2.10
  • Fidelidade à Igreja: Ec 5.1.
  • Fidelidade aos pastores: Hb 13.17.
  • Fidelidade nas contribuições: Ml 3.10-12; Lc 19.17.
  • Fidelidade no matrimônio: 1Co 7.30,10.


Fidelidade, parte do caráter de Cristo
  • Referências bíblicas: 2Ts 3.3; 2Tm 2.13; Hb 2.17; 10.23; Ap 19.11.


Fidelidade do crente
  • Referências bíblicas: At 10.45; Cl 3.22; 1Tm 4.12; 6.2; Tt 1.6.


FIDELIDADE DE DEUS
  • É absoluta: 1Co 1.9
  • É eterna: Sl 119.90
  • É grande: Lm 3.23
  • É incomparável: Sl 89.8
  • É infinita: Sl 36.5
  • Outras referências bíblicas: Sl 89.2; 92.2; Hb 2.17; 10.23.


Fidelidade de Deus comprovada
  • No nascimento de Jesus em Belém, porque assim estava profetizado: Mq 5.2; 
Porque era a cidade do rei Davi: Jo 7.42;
Porque era a cidade dos antepassados de José: Lc 1.26,27
  • No nascimento de Jesus no tempo certo, na plenitude dos tempo: Gl 4.4
  • Jesus nasceu segundo a profecia de Daniel: Dn 9.24,25. No tempo de Herodes, reedificador do templo: Ag 2.6-9
  • Na visita a Jesus feita pelos magos, os filhos de Abraão estavam voltando do Oriente: Gn 25.6; cumpriu-se a profecia em Salmos 72.9-12; aquela visita era uma antecipação do reino milenar: Is 11.10
Vantagens que resultam da Fidelidade
  • Referências bíblicas: Ne 7.2; Pv 28.20; Mt 25.21,23; 1Tm 1.12; Ap 2.10.
Até a próxima! Fica na Paz!

sexta-feira, 27 de março de 2015

O que a Bíblia nos diz sobre a criação? E por que Deus coloca uma árvore no jardim e depois proibi Adão e Eva de comer dela?

O que a Bíblia nos diz sobre a criação?
E por que Deus coloca uma árvore no jardim e depois proibi Adão e Eva de comer dela?

O relato da criação em Gênesis é fundamental para a mensagem contida em toda a Bíblia, e não apenas para Gênesis ou o Pentateuco. Portanto, compreender os capítulos iniciais deste livro é crucial para a formação de uma cosmovisão bíblica.
Seus dois primeiros capítulos lidam com questões fundamentais: quem criou o mundo, e para que finalidade? E por que o mundo se encontra nesta condição atual? Gênesis responde a estas perguntas. Este livro ensinou a Israel que o único e verdadeiro Deus criou todas as coisas e tem autoridade absoluta sobre elas. Por esta razão, Ele é o único digno de adoração. Tanto no Egito como em Canaã, o povo de Israel foi cercado pela adoração a coisas, e não a Deus. Sem o livro de Gênesis, ele acabaria, sem saber, cometendo os mesmos erros.
Toda cosmovisão tenta explicar como surgiu o mundo, o que está errado com ele (no presente) e como ele pode ficar consertado de novo. O relato da criação em Gênesis ensina que quando Deus criou o mundo, este era muito bom (Gn 1.31). E por meio da criação, Ele transformou a desordem em serena ordem e o vazio em plenitude de vida. Nesse ambiente, os seres humanos desfrutavam de comunhão ininterrupta com seu Criador até sua rebeldia prejudicar essa comunhão e implantar o mal no coração dos homens.
O mal do mundo não vem de algum defeito na criação; pelo contrário, Deus colocou o mundo sob uma maldição em função da rebelião humana.

Gênesis 3.11-13
Por que Deus colocaria uma árvore no jardim para depois proibir Adão e Eva de comer dela (Gn 2.16,17)? Deus queria que Adão e Eva obedecessem, mas deu-lhes a liberdade de escolher. Eles não entenderam por que motivos Deus deu-lhes aquela ordem, e por isso escolheram agir de outra forma que lhes parecia melhor. Sem liberdade para escolher, Adão e Eva teriam sido como prisioneiros, e sua obediência seria vazia. A árvore representava o exercício de escolha, com recompensas para a obediência e tristes consequências para a desobediência. Tornou-se uma questão de força de vontade.
Todos os mandamentos do Pai são para nosso próprio bem, mas sem sempre somos capazes de compreender Seus motivos para eles. Às vezes, confiar em Deus significa obedecê-lo sem saber com clareza o motivo. Nestas horas, nossa confiança está na sabedoria e no amor de Deus, e não em próprio entendimento (Pv 3.5). Os que confiam no Senhor obedecem a Ele porque Ele lhes pede isso, independente de saberem o porquê.
Quando você deparar-se com escolhas assim, escolha confiar na bondade de Deus, e depois, exercite esta confiança obedecendo a Ele.
Amém!
Até a próxima! Fica na Paz!

terça-feira, 24 de março de 2015

ORAÇÃO FEITA EM SECRETO - Por que Jesus deu ênfase especial a ela?

ORAÇÃO FEITA EM SECRETO - Por que Jesus deu ênfase especial a ela?

Mas vós, amados, edificando-vos a vós mesmos sobre a vossa santíssima fé, orando no Espírito Santo, Judas 1:20

Embora tenhamos o direito e o dever de orar em todo tempo e em qualquer lugar, temos de reconhecer que Jesus deu ênfase especial à oração feita em secreto. Algumas razões por que Ele assim procedeu:

  • a) A oração em secreto requer que fechemos a nossa porta, a fim de que Deus nos abra a dele. Feche a porta de sua dúvida, e Ele abrirá a da certeza. Feche a porta de sua incapacidade, e Ele abrirá a de Sua onipotência. Feche a porta de sua ignorância, para o Senhor abrir a de Sua sabedoria. Feche a porta de sua limitação, e o Pai abrirá a de Sua infinitude. Feche a porta de sua cegueira, e Ele abrirá a de Sua revelação.
  • b) A quem ora em secreto, Deus oferece um atendimento personalizado: 
1. Os bancos têm clientes comuns, especiais e preferenciais; 
2. As autoridades têm gabinetes para atender as pessoas com hora marcada; 
3. Os aviões têm primeira classe, classe executiva e econômica; 
4. O crente tem o seu quarto: "Tu, porém, quando orares, entra no teu quarto e, fechada a porta, orarás a teu Pai, que está em secreto; e teu Pai, que vê em secreto, te recompensará" (Mt 6.6).
  • c) Quem ora em secreto tem à sua disposição os benefícios da paternidade do Senhor. 
1. Deus é Pai de Adão, por formação; 
2. Deus é Pai dos anjos, por criação; 
3. Deus é Pai de Israel, por eleição; 
4. Deus é Pai de Jesus, por geração; 
5. Deus é Pai do crente; por adoção.
  • d) Quando oramos em secreto, Deus põe à nossa disposição seus tesouros secretos: 
1. Aquilo que não conhecemos de Deus; 
2. O arrebatamento de Paulo (2 Co 12); 
3. As coisas que o olho não viu... (1 Co 2.9); 
4. Como tesouros escondidos, procurava (Pv 2.4); 
5. E te darei os tesouros das escuridades (Is 45.3).
  • e) Quando oramos em secreto, temos a disponibilidade da obra do Espírito Santo: 
1. Deus enviou o Espírito que clama (Gl 4.6); 
2. Recebestes o Espírito de adoção (Rm 8.15); 
3. O mesmo Espírito testifica (Rm 8.16); 
4. Ao orar, não assuma a postura de um mendigo nem a de um turista. Ore como FILHO, com a ajuda do Espírito Santo. Você tem de Deus tratamento privilegiado.
  • f) Quem ora em secreto tem a garantia de ser plenamente atendido: 
1. A glória de sua presença - Ele o vê: 
2. A certeza de Sua promessa - Ele recompensa; 
3. A majestade de Seu poder - Ele é o Criador; 
4. A resposta de Seu  amor - teu Pai.
  • g) Quem ora em secreto é levado por Deus à atmosfera do louvor celestial: 
1. Sacrifícios de louvor (Sl 116.17); 
2. Um novo cântico (Sl 40.3);
3. Orar em língua estranha (1Co 14); 
4. Cânticos e hinos espirituais (Ef 5.19; Cl 3.16); 
5. Adoração (Sl 95).

ORAÇÃO QUE AGRADA A DEUS

  • Uma oração cheia de fé: Tg 5.15.
  • Uma oração feita com absoluta confiança: Hb 4.16.
  • Uma oração feita com o coração sincero: Sl 34.4.
  • Uma oração incessante: 1Ts 5.17.
  • Uma oração no Espírito Santo: Jd 1.20.
  • Uma oração no nome de Jesus: Jo 14.13,14.
  • Uma oração que envolve confissão: 2Sm 24.10.
  • Uma oração realmente perseverante: Lc 18.1.
  • Uma oração seguida de atitude vigilante: Mt 26.41.
  • Uma oração segundo a plena vontade de Deus: Mc 11.24.

quarta-feira, 18 de março de 2015

Como deve ser o andar do crente?

Como deve ser o andar do crente?

Deve ser:
Em amor: Ef  5.2.
O amor é o principal mandamento do Senhor Jesus: Jo 13.34; 15.12.
O amor a deus deve estar acima de todas as coisas: Mt 22.37-40.
O amor deve ser sincero, verdadeiro e puro: 1Co 13.3-7.
O amor é progressivo e atuante: 1Ts 1.3.
O amor é o caminho excelente do cristão: 1Co 12.31; 13.1, 2.
O amor é produzido pelo Espírito santo: Rm 5.5; Gl 5.22.

Em justiça: 1Rs 3.6; Is 33.15.

Em santidade: 1Ts 3.13.
O dever de todo servo de Deus
Refs. bíblicas: Jo 17.6-9; Rm 12.2; 1Ts 1.10. Hb 9.23; 12.14; 1Jo 3.1-3; 5.4.

Em sinceridade: Pv 10.9; 14.2; 20.7; Tt 2.7.

Na verdade: 1Rs 3.6; 3Jo 3.
Significa andar segundo a regra divina: Fp 3.16.
Andar no temor do Senhor: At 9.31.
Andar honestamente: Rm 13.13.Andar por fé: 2Co 5.7.
Andar em Espírito: Gl 5.16.
Andar como Cristo andou: At 10.38; 1Jo 2.6.

Na luz: 1Jo 1.7.

No Espírito: Gl 5.16.
Significa andar com Deus: Gn 5,24.
Significa trilhar caminhos retos: Sl 119.1.
Significa andar por fé: 2Co 5.7.
Significa andar em santidade: Hb 12.14.
Ser dirigido pelo Espírito: Is 53.7, 8; At 8.29-35.
Produzir o fruto do Espírito: Gl 5.16, 22.
Não andar no conselho dos ímpios: Sl 1.1.
Praticar nas boas obras: Ef 2.10.
Ser fortalecido no espírito: Cl 1.11.

Com Deus: Gn 5.24; 1Rs 3.6.
Significa trilhar caminhos retos: Sl 119.1.
Significa andar por fé: 2Co 5.7.
Significa andar em santidade: Hb 12.14.

Com sabedoria: Cl 4.5.

Com temor: 1Pe 1.17.

Portanto, andemos:
Como filhos da luz: Ef 5.8.
Segundo a nossa vocação: Ef 4.1.
Praticando boas obras: Ef 2.10.
Com mansidão: Ef 4.2.
Em amor: Ef 5.2.

Até a próxima! Fica na Paz!

Como o Espírito de Deus age em Seu povo?

Como o Espírito de Deus age em Seu povo?

O relato de Moisés, dos 70 anciãos e do Espírito do Senhor (Nm 11.16-30), lembra-nos que Deus tem operado de maneiras especiais ao longo dos tempos no meio de Seu povo. Moisés havia chegado ao limite de sua paciência e de sua capacidade de lidar com a rebeldia  de Israel. Então, Deus disse-lhe que selecionasse 70 homens para ajudá-lo. Assim, o Senhor redistribuiu o Espírito que Moisés já possuía e fortaleceu esses homens para a obra.
A presença, a habitação e ciência especial do Espírito de Deus têm feito uma grande diferença na vida do Seu povo. O Senhor capacita os que se comprometem com Sua obra de uma maneira toda especial quando a necessidade surge (Sl 94.16-19). Além disso, o Espírito age conforme as circunstâncias exigem para proporcionar renovação espiritual e força para o povo de Deus.
Josué foi capacitado pelo Espírito do Senhor, embora não no mesmo grau que Moisés (Nm 27.18; Dt 34.10-12). No período dos juízes, o Espírito do Senhor veio em auxílio dos líderes de Israel na obra de Otniel, Gideão, Jefté e Sansão (Jz 13.25; 14.19). Davi teve acesso ao poder da presença de Deus, e sua consciência das ações do Altíssimo - tanto na história como em sua própria vida, e isso fez dele um grande líder (1Sm 16.13). Os profetas sabiam que seu ministério especial era possível por causa da presença e do poder do Espírito (Ez 11.5; Zc 4.6).
Jesus estava cheio do Espírito de Deus e capacitado para um ministério ímpar (Mt 12.18; Lc 4.1, 14, 18; At 10.38); Ele anunciou acerca do papel especial do Espírito na Igreja (Jo 3.34; At 1.8). A chegada do Espírito possibilitou que os cristãos reunidos falassem poderosamente no Dia de Pentecostes (At 2.4, 5, 16-18). O Espírito encorajou e fortaleceu a Igreja após o Pentecostes (At 4.31; 19.6) e permanece com o povo de Deus ainda hoje.

Vamos meditar em Nm 11.1-23
Os israelitas queixaram-se, então Moisés queixou-se. Mas Deus respondeu positivamente a Moisés e negativamente ao restante do povo. Por quê? O povo lamentou-se "entre si", e nada foi feito; Moisés, no entanto, levou a sua queixa "a Deus", que poderia resolver qualquer problema.
Muitos de nós somos bons em reclamar para nós mesmos. Precisamos aprender a levar nossos problemas Àquele que pode fazer algo quanto a eles.

Visite também: O Espírito Santo em Atos

Até a próxima! Fica na Paz!

segunda-feira, 16 de março de 2015

O QUE SERIA A ESPERANÇA DIVINA PARA AS NAÇÕES DO MUNDO?

O que seria a esperança divina para as nações do mundo?

Tanto o Antigo como o Novo Testamento afirmam que o Senhor é o único Deus verdadeiro e que Ele é supremo sobre todas as nações e sobre todos os povos da história. As Escrituras declaram que essa supremacia é verdadeira, mesmo quando os governantes das nações não creem ou reconhecem esse Deus único e verdadeiro. Os reis e os imperadores podem acreditar que controlam aquilo que acontece em seu domínio, mas eles estão errados. O Senhor Deus está sempre no controle.
Os profetas do Antigo Testamento, incluindo Jeremias, declararam que o Senhor Deus de Israel decide quem se torna rei ou imperador de cada nação. Esses governantes foram considerados responsáveis, diante de Deus, pela moralidade de suas políticas e pelo modo como elas foram realizadas.
O Senhor lida com as nações objetivando sempre levá-las a voltarem-se para Ele. O Altíssimo quer que todos os povos obedeçam a Ele e às Suas leis; se não reconhecerem a realidade do Deus único e verdadeiro, sofrerão severa condenação. Todavia, o Pai aliviou o castigo contra certas nações, prometendo que um remanescente permaneceria para continuar sua história.
O Senhor deseja a conversão, a devoção e o compromisso de todas as nações da Terra para com Ele. Deus sempre quis que todas as pessoas vivessem em retidão e experimentassem a alegria que é verdadeiramente adorá-lo.

Meditando em: Jeremias 45.1-5
Baruque serviu Jeremias por muito tempo, escrevendo o seu livro de lutas e julgamentos e agora estava incomodado. O rei Jeoaquim ameaçou matar Jeremias e Baruque, o que forçou o profeta e seu escriba a esconderem-se. Baruque estava fisicamente exausto e sentiu pena de si mesmo.
Deus disse a Baruque para evitar a tentação de lutar pela própria grandeza. Baruque podia depender da provisão divina, sem importar o problema que surgisse no caminho. O Senhor cumpriu a Sua promessa.
É fácil perder a alegria de servir Deus quando nossos problemas dominam-nos e perdemos de vista o cuidado do Senhor por nós. Quanto mais deixamos de olhar os nossos sacrifícios de acordo com os propósitos do Altíssimo, mas frustados ficamos. Quando servir a Deus , passe um tempo habitando nas bençãos que Ele deu-lhe. Assim, seu serviço se tornará mais motivado pela gratidão.
Pare um tempo agora para refletir sobre onde Deus colocou-o e os caminhos em que o fortaleceu a cada estação da vida.
Até a próxima! Fica na Paz!

POR QUE DEUS PERMITIA A POLIGAMIA NO ANTIGO TESTAMENTO?

Por que Deus permitia a poligamia no Antigo Testamento?


Apesar de muitos grandes líderes do Antigo Testamento (como Abraão, Jacó e Davi) terem possuído mais de uma esposa, essa não era a intenção original de Deus para o matrimônio. Gênesis 2.24 afirma que, no casamento, duas pessoas tornam-se uma só carne.
Por que, então, a poligamia existiu entre o povo de Deus? Primeiro, para produzir mais mão de obra para ajudar no trabalho e para assegurar a continuidade da linhagem de uma família; ter muitos filhos era um símbolo de "status" e riqueza. Segundo, em sociedades onde muitos jovens eram mortos em batalhas, a poligamia tornou-se um modo aceitável de ajudar as mulheres a não se tornarem destruídas.
No entanto, a poligamia, muitas vezes, causou graves problemas familiares, como podemos ver na história de Ana e Penina (1Sm 1.2).

Até a próxima! Paz
Visite também: Rei Davi

sábado, 14 de março de 2015

POR QUE JESUS CRISTO FOI CHAMADO DE O VERBO?

Por que Jesus Cristo foi chamado de o Verbo?

João abre a cortina de seu Evangelho com uma descrição impressionante de Jesus Cristo como "o Verbo" (Jo 1.1). A palavra grega que João utiliza é "logos". Tanto ouvintes gregos como judeus do primeiro século, de imediato, reconheceriam o profundo significado de "logos". Os gregos devem ter remetido este termo a forças originais que sustentam o universo. Já as mentes judaicas devem ter ligado o termo ao Deus Criador do mundo por meio de Sua palavra. Nos dias de Jesus, a palavra de Deus assumiu certos atributos bem criativos (Sl 33.6,9). Por isso, os judeus viam a Palavra de Deus como a personificação da sabedoria divina. Por meio da sabedoria, o Senhor estendeu-se para o cosmos, criando, assim, o mundo (Pv 8.22-31).
Nas palavras de João, Jesus compartilha da mesma essência que Deus - Ele já existia antes do tempo e foi o autor de toda a criação. João ancora a divindade de Jesus neste antigo conceito judaico de sabedoria. A sabedoria divina que existia com Deus desde antes do tempo agora pode ser conhecida em Jesus cristo. Talvez, o versículo mais radical escrito pelo apóstolo, é o no que João escreveu que esse "logos", essa sabedoria, tornou-se carne e habitou entre nós como um ser humano (Jo 1.14). O que Deus é, o "logos" é. O "logos" é Jesus Cristo.
Amém!
Ora vem Senhor Jesus!

Visite também: A vida de Jesus
Até a próxima. Paz!

quarta-feira, 11 de março de 2015

QUAL É O SIGNIFICADO DA SERPENTE DE BRONZE?


Qual é o significado da serpente de bronze?

A passagem de Números 21.4-9 apresenta um dos muitos incidentes em que os israelitas falaram contra Deus e Moisés. Quando os israelitas queixaram-se de falta de comida, de água e do maná, o Senhor enviou serpentes venenosas, que renderam muitas vítimas fatais. Quando as pessoas perceberam que haviam falado contra Deus e Moisés, pediram que este orasse para que o Senhor livrasse o povo das cobras. Em resposta, Deus instruiu Moisés a fazer uma réplica em bronze de uma cobra que curaria aqueles que olhassem para ela.
Que tipo de tratamento médico foi esse? O poder vinha de Deus, mas era necessário o ato de fé em olhar para a imagem de bronze e confiar em que Deus iria curá-los. Assim como as mordidas de serpente resultaram da ira de Deus, o Senhor proveu libertação por meio de Sua graciosa vontade.
Quando Ezequias tornou-se o rei de Judá, em 715 a.C., os israelitas começaram a fazer da serpente de bronze de Moisés um ídolo (ver 2Rs 18.1-4). O povo, provavelmente, havia mantido a imagem como um lembrete do poder de Deus, assim como outros artefatos do período de deserto; mas, as pessoas começaram a adorá-la como uma divindade. Logo, tinha de ser destruída, assim como outros santuários e pilares pagãos. Tal idolatria é uma séria ameaça à adoração do único e verdadeiro Deus.
Jesus referiu-se ao incidente da serpente de bronze em João 3.14,15 ao prever a forma de Sua execução - Ele seria erguido na cruz assim como Moisés levantou a serpente em um poste. A imagem de uma cobra de metal ofereceu um antídoto para o veneno, mas quem olha para cruz e aceita o sacrifício divino toma posse de uma promessa eterna (Jo 3.14-16). O Senhor enviou serpentes para punir Israel por ter reclamado do maná que Deus havia enviado ao povo no deserto. Jesus referiu-se a si mesmo como "o verdadeiro pão do céu", o maná que fornece vida para Seu povo (Jo 6.32-40).

Vamos meditar: Nm 21.8,9

Quando a serpente de bronze foi pendurada no poste, os israelitas não sabiam o significado mais completo que Jesus Cristo traria a este evento. O mestre explicou: "E, como Moisés levantou a serpente no deserto, assim importa que o Filho do Homem seja levantado, para que todo aquele que nele crê não pereça, mas tenha a vida eterna" (Jo 3.14,15).
Assim como os israelitas foram curados da doença olhando para a serpente no poste, todos os cristãos de hoje podem ser salvos da doença do pecado, olhando para a morte de Jesus na cruz. Não era a cobra que curava as pessoas, mas Deus curou-as. A crença do povo foi demonstrada por sua obediência às instruções do Altíssimo. Da mesma forma, devemos expressar nossa confiança no Senhor, continuando a olhar para Cristo a fim de obter a cura, tanto do pecado como dos efeitos prejudiciais dele.

Montanhas de Edom
  • O breve sucesso dos Israelitas contra o rei Arade (Nm 21.3) foi seguido por uma derrota, pois eles rebelaram-se contra Moisés. Isso aconteceu enquanto o povo viajava ao longo da fronteira oriental de Edom (foto à esquerda).
  • Israel então contornou a fronteira oriental de Edom e entrou no território de Moabe, a leste de Jericó (Nm 21.10-20).





Wadi Musa
  • Essa área é conhecida ainda hoje como Wadi Musa ("Vale de Moisés" em árabe). [foto á esquerda].



Até a próxima. Paz!

quinta-feira, 5 de março de 2015

O QUE É A LEI DE MOISÉS?

O que é a Lei de Moisés?
Até o fim dos anos 1800, a Lei de Moisés foi considerada um código legislativo ímpar, que já existia há quase mil anos antes de qualquer coisa do gênero nas leis gregas e romanas. Escavações na Pérsia  no final de 1800, no entanto, descobriram leis estabelecidas pelo rei babilônico Hamurabi (1700 a.C.) cerca de 300 anos de Moisés. Surpreendentemente, algumas das leis desse rei são quase idênticas às da Bíblia. Embora isso pareça implicar que as leis bíblicas tenham sido tiradas de Hamurabi, descobertas posteriores mostram códigos de leis de, pelo menos 500 anos antes, muitas delas comuns a todos os códigos. Logo, não foi Hamurabi que criara tais leis.
Qual a importância disso para a Bíblia?  Primeiro, não é de se estranhar que achemos leis similares em culturas vizinhas a Israel. Sociedades semelhantes exigem códigos de conduta semelhantes a fim de garantir a justiça. Segundo, o fato de as leis bíblicas terem sido incorporadas a uma aliança com Deus é algo ímpar. Em outra parte do Antigo Oriente Médio, as leis religiosas (acerca de sacrifício, de orações, de ofertas etc.) e as leis civis (acerca de roubo, de mentira, de conduta sexual, de assassinato etc.) não tinham relação alguma, pois a religião e a ética eram consideradas domínios distintos. A religião era uma questão de oração, devoção, ofertas e rituais - território de sacerdotes. A ética dizia respeito a comportamento social e civil - território do rei. A visão bíblica de tudo é diferente. A pessoa que tem um relacionamento com o Deus verdadeiro não só deve adorá-lo (religião), mas também precisa tratar os outros de maneira condizente com a Palavra (ética).
A aliança de Israel com Deus fez uso das leis e dos rituais existentes, mas revestiu-os de um novo significado. Por exemplo, o "layout" básico do tabernáculo de Israel e do Templo eram os mesmos dos encontrados em outras partes do mundo antigo, e as formas básicas dos sacrifícios hebreus eram, em geral, idênticas às formas dos sacrifícios pagãos. Todavia, o sentido e o propósito do Templo e dos sacrifícios eram significativamente diferentes do sentido e do propósito dos rituais do paganismo.

Vamos meditar também aqui:

Êxodo 35.10-29
Moisés pediu ajuda a pessoas com várias habilidades para trabalhar no tabernáculo. Algumas providenciaram os materiais necessários para o mobiliário, rituais e vestuário do Tabernáculo (Êx 32.21). Mulheres que sabiam fiar pelos de cabras ofereceram suas habilidades (Êx 35.26). Líderes trouxeram pedras preciosas, óleo e incenso (Êx 35.27, 28). Homens e mulheres estavam ansiosos para fazer a obra do Senhor (Êx 35.29).
Deus deu a todos habilidades especiais, mesmo àqueles que não eram considerados religiosos. Você já pensou que fiar pudesse glorificar ao Senhor? Nossa responsabilidade é a de desenvolver essas habilidades e usá-las para a glória dEle. Qualquer pessoas pode praticar e aprimorar seus talentos, mas nem todos nós escolhemos glorificar a Deus com eles.
podemos desenvolver nossas habilidades observando, estudando e praticando. Procure oportunidades para usar suas competências. Se você não conseguir encontrar um lugar para usá-las na igreja, seja criativo. Como as suas capacidades poderiam servir às pessoas em outros lugares? O mandamento de Deus para  "amar o próximo" deixa espaço para muita criatividade (Lc 10.27).

O que significam as números no livro de Apocalipse?

O que significam os números no livro de Apocalipse?
Os números usados no livro de Apocalipse, assim como em outros livros da Bíblia, têm inspirado muita especulação. Entender o simbolismo dos números no mundo antigo pode ajudar a respaldar nossa interpretação. Tal simbolismo, no entanto, não é rígido ou exato, e por isso, deve haver muito cuidado com esses números, para não tentar fazer quaisquer previsões acerca do futuro.
O número um pode referir-se à unidade de Deus (Dt 6.4; Gl 3.20; Tg 2.19). Dois é o número mínimo necessário para um testemunho legítimo (Dt 17.6; Ap 11.3). Três pode implicar representação divina (Gn 18.1,2; 2Co 13.13, Ap 4.6-8; 6.1-8; 7.1. Quando  se somam três e quatro, o divino e o natural unem-se. Assim, sete pode representar perfeição ou plenitude divina, indicando que Deus e o mundo estão em harmonia.
A multiplicação de três por quatro dá 12, o que o livro de Apocalipse usa para representar o povo de Deus. O número cinco e seus múltiplos, tais como 10, representam a plenitude humana (exemplo: cinco dedos por mão). seis, no entanto, carrega uma conotação negativa do mal, pois não é nem humanamente completo (cinco), nem divinamente completo (sete).
Esse simbolismo antigo pode proporcionar uma melhor compreensão do significado e do uso dos números em Apocalipse, bem como em outras passagens.

Saiba mais sobre Apocalipse: Apocalipse - Parte A - Introdução

Até a próxima. Paz!

quarta-feira, 4 de março de 2015

Por que Deus amaldiçoou os egípcios com pragas?

POR QUE DEUS AMALDIÇOOU OS EGÍPCIOS COM PRAGAS?
Resgatar o povo hebreu da opressão egípcia não era o objetivo principal das pragas. Se esse fosse o caso, um simples milagre climático seria suficiente. O verdadeiro propósito das pragas era mostrar quem Deus é - para Israel, para o Egito e para as nações vizinhas.
Os hebreus não sabiam quem era o Senhor. Eles haviam vivido por centenas de anos no Egito, povo que cultuava mais deuses do que qualquer outro na história. Embora os hebreus cressem em Deus quando chegaram ao Egito, é certo que eles foram infectados pelo paganismo durante sua permanência lá.
As pragas revelaram a superioridade absoluta do Senhor sobre tudo na criação. Esses eventos cataclísmicos foram especificamente destinados a elementos egípcios venerados e adorados em particular, como o rio Nilo (primeira praga; Êx 7.14-25); os anfíbios (segunda parga; Êx 8.1-15); os insetos (terceira e quarta pragas; Êx 8.16-32); os animais (quinta e sexta pragas; Êx 9.1-12); as plantas (sétima e oitava pragas; Êx 9.13---10.20); o sol (nona praga; Êx 10.21-29); e a própria vida (décima praga; Êx 11.1-10; 12.29-32). Assim, Jeová mostrou aos egípcios como aos hebreus que só Ele é Deus.
No entanto, as pragas são, muitas vezes, referidas como "sinais", assim como os milagres de Jesus. As pragas mostram que a adoração à ordem criada leva ao julgamento de Deus. Por outro lado, os milagres de Jesus mostram que com o Senhor a vida pode superar tudo o que é mortal na criação - a doença, o demoníaco, os fenômenos da natureza e, até mesmo, a morte.

O Êxodo



terça-feira, 3 de março de 2015

O QUE É A CIRCUNCISÃO?

O QUE É A CIRCUNCISÃO? E porque isso era importante para o povo de Deus?
A circuncisão é a remoção do prepúcio masculino. Isto era praticado por algumas culturas do mundo antigo. porém, a Bíblia a usa para simbolizar a remoção do pecado e da antiga  identidade, acompanhada da inclusão na comunidade da aliança.
Deus escolheu a circuncisão como sinal de uma aliança que se concentra na descendência. Ele prometeu fazer de Abraão e de seus descendentes uma grande nação e usá-los para redimir as nações gentias. Assim, a circuncisão era como uma assinatura do Senhor na carne. Ela identifica Abraão e seus descendentes como povo de Deus e lembrava-os de viver em fidelidade à aliança.
Embora a circuncisão se aplicasse a homens adultos quando estes passavam a fazer parte da comunidade da aliança, ela também costumava ser feita em meninos, que recebiam as promessas de Deus e tornavam-se membros da comunidade por intermédio de seus pais. No entanto, a fé era necessária para que as bênçãos do Senhor fossem recebidas. A fé distinguiu Isaque de Ismael, Jacó de Esaú e José de seus irmãos. Os não israelitas também podiam fazer parte da aliança de Israel, e a circuncisão era o que marcaria sua inclusão na comunidade dos adoradores de Deus.
A circuncisão ajudava Israel a reconhecer e lembrar-se de que deveria deixar de lado a impureza natural. O povo de Deus tinha de ser fiel à aliança, à família e ao próprio casamento. Por isto casar-se com alguém que não era circuncidado era uma violação da aliança. Qualquer homem que se recusasse a ser circuncidado seria "circuncidado" da comunidade por sua desobediência à ordem de Deus.

A CIRCUNCISÃO, foi a marca da aliança de Deus com o pai da fé Abraão.
O Senhor já tinha desenvolvido um relacionamento com Abraão antes de estabelecer uma aliança formal com ele. Deus tomou toda a iniciativa: Ele aproximou-se de Abraão e falou com ele em uma visão. O Pai apresentou-lhe a promessa impossível de que aquele já idoso homem teria um filho e uma quantidade de descendentes que se tornaria tão numerosa quanto as estrelas do céu.
Abraão creu em deus, e sua fé foi-lhe imputada por justiça, e ela produz justiça em uma aliança com o Senhor (Gn 15.66; Hc 2.4; Gl 3.6, 11). A aliança de Gênesis 15.1-33 inclui um subsídio real  em que Deus, o Rei, dá como herança a terra a Abraão, seu súdito. (No antigo Oriente Médio, os reis, por vezes, davam terras ou outros presentes para seus súditos leais.) No final do dia, Abraão sabia que o seu futuro e o de seus descendentes estava firmemente nas mãos do Deus da aliança. Mais tarde , a concessão seria transferida para sua descendência.
O Senhor, mais tarde, ratificou Sua aliança com Abraão, dando-lhe a circuncisão como sinal e condição (Gn 17.1-22). O Deus Todo-Poderoso mais uma vez tomou a iniciativa e deu ao patriarca um privilégio extraordinário. A aliança, no entanto, não era uma relação entre iguais, embora as duas partes assumissem responsabilidades. O Pai comprometeu-se voluntariamente com Abraão e seus descendentes, mas exigiu fidelidade dele. A benção recebida  pelo patriarca por meio da aliança com Deus foi incorporada no novo nome que ele recebeu.
A aliança familiar de Deus com Abraão também se aplicou aos seus descendentes. Ela apontava para bênçãos em um futuro relativamente próximo, quando eles possuíssem a terra. Muito mais tarde, a fé do patriarca tornou-se uma bênção para todos por intermédio de Seu descendente, Jesus Cristo, por quem todas as famílias da terra podem compartilhar a bênção de Deus sobre Abraão (GN 12.3).
ABRAÃO
 

DEUS, argumentos de Sua existência

DEUS, argumentos de Sua existência

  • Na Bíblia, jamais é questionada a existência de Deus; ela é algo natural, percebida pela intuição, pela razão e/ou pela revelação divina: Rm 1.20; 16.25; Ef 1.17; 2Tm 3.16.
  • No início da narrativa bíblica, vemos a ação do maravilhoso Deus como Criador de todas as coisas: Gn 1.1; Sl 14.1; 94.9-10; Is 40.12-31; Hb 11.6.
  • Um argumento da existência de Deus é o da crença universal: Gn 1.19-23, 28, 32,; Jó 32.8; At 17.28, 29; Rm 2.15.
  • Helen Keller declarou: "Eu sempre soube que Ele existe, somente não sabia o Seu nome!"
  • Outro argumento é o cosmológico: Hb 3.4. No imenso Universo, todo efeito tem de ter tido uma causa apropriada. Logo, o Universo é o efeito de uma Causa. Esta Causa é Deus.
  • O argumento teleológico é o que estuda os propósitos para os quais cada coisa tem sido criada no mundo; propósitos que revelam a existência de um sábio Ser superior: Sl 8.3-5; 19.1-3; Rm 1.20.
  • Ainda que vagamente, todo homem alimenta em sua mente a idéia da existência de Deus. Este é o argumento ontológico: At 17.21-23; Rm 1.18-20.
  • Em todo ser humano ressoa a voz da consciência, que lhe indica a existência de alguma voz maior e que lhe aponta a causa da moral. Este é o argumento antropológico: Sl 32.3-5; 38.1-4; Ec 12.14; Mq 6.8; Rm 2.14-15.
DEUS, características

  • Justiça: 1 Pe 17.
  • Misericórdia: 1 Pe 3.
  • Paternidade: 1 Pe 2, 17.
  • Presciência: 1 Pe 2.
  • Virtude: 1 Pe 5.

 DEUS, coisas relativas


  • A Caridade de Deus: Tt 3.4.
  • A consciência com Deus: 1 Pe 2.19.
  • A Igreja de Deus: 1 Pe 2.10.
  • A vontade de Deus: 1 Pe 2.15.
  • Casa de Deus: Tt 1.7.
  • Deus e Jesus: 1 Pe 2.4.
  • Doutrina de Deus: Tt 2.10.
  • Eleitos de Deus: Tt 1.1.
  • Glória de Deus: Tt 2.13.
  • Glorificando a Deus: 1 Pe 2.12.
  • Graça de Deus: Tt 2.11.
  • Mandamentos de Deus: Tt 1.3.
  • O sofrimento que agrada a Deus: 1 Pe 2.20.
  • O temor a Deus: 1 Pe 2.17.
  • Palavra de Deus: Tt 2.5.
  • Paz da parte de Deus: Tt 1.4.
  • Sacrifício para Deus: 1 Pe 2.5.
  • Servo e eleitos de Deus: Tt 1.1.
  • Sua invocação: 1 PE 21.
  • Sua palavra: 1 Pe 23,25.
  • Sua revelação: 1 Pe 13.



segunda-feira, 2 de março de 2015

ANTICRISTO, nomes e títulos a ele atribuídos

ANTICRISTO, nomes e títulos a ele atribuídos


ANTICRISTO?
Ele é contrário à pessoa de Cristo: 2Jo 1.7.
Ele é contrário ao nome de Cristo: 1Jo 2.22,23.
Ele é contrário ao poder de Cristo: 2Ts 2.3,4.
Ele é contrário à igreja de Cristo: 2Jo 2.18.
Ele é contrário aos seguidores de Cristo: 2Jo 2.18.




NOMES E TÍTULOS A ELE ATRIBUÍDOS:
  • Assolador: Dn 9.27.
  • Besta: Ap 11.7; 13.1-3, 11, 12, 14, 15, 17, 18,; 14.9; 17.8, 11-13; 19.19,20. (Em Apocalipse 13 há menção de duas bestas. A primeira é a pessoa do Anticristo; a segunda, a do falso profeta.)
  • Chifre: Dn 7.11.
  • Chifre que tinha olhos e uma boca que falava com insolência: Dn 7.11, 20 (ARA).
  • Chifre que fazia guerra contra os santos: Dn 7.21 (ARA).
  • Destruidor: Is 1..4.
  • Filho da perdição: 2Ts 2.3. (Tal cognome indica que o Anticristo, tal como Satanás, que lhe dá poder, cedeu ao orgulho, sendo arrastado para a destruição, sem a menor possibilidade de salvação, regeneração ou redenção pessoal. Ele abraçou o caminho da rebelião consciente, desenfreada e incontrolável contra Deus e contra Jesus, sendo seu fim inevitável a plena destruição espiritual pelo assopro da boca do Senhor, como vemos em Dn 8.24; 2Ts 2.)
  • Homem violento: Is 16.4.
  • Ímpio: Is 11.4
  • Iníquo: 2Ts 2.8. (Esta palavra procede do vocábulo grego anomos, que significa literalmente o sem lei. Isto quer dizer que o Anticristo se oporá a toda e qualquer forma de ordem construída, sendo um cruel inimigo da ordem construída e das Leis estabelecidas pela sabedoria de Deus, que denotem a influência do Criador sobre o mundo.)
  • Opressor: Is 14.4.
  • Outra ponta pequena: Dn 7.8 (ARC).
  • Outro príncipe: Dn 7.26.
  • Pequeno chifre: Dn 7.8 (ARA).
  • Ponta que tem olhos: Dn 7.8, 20 (ARC).
  • Ponta que tem boca que fala contra Deus: Dn 7.20, 25 (ARC).
  • Príncipe que há de vir: Dn 9.26 (ARA).


  • Príncipe: Dn 9.26, 27 (ARA). (Neste texto há menção de dois príncipes: um deles é o Senhor Jesus, identificado no Apocalipse como o Príncipe dos reis da terra; o outro é o Anticristo.)
  • Rei altivo: Dn 8.
  • Rei de Babilônia: Is 14.4.
  • Rei do Norte: Dn 11.15.
  • Rei feroz de cara: Dn 8.23.




ABEL

Quem foi Abel?


  • Segundo filho de Adão e Eva: Gn 4.2.
  • Este nome significa sopro, vaidade ou um vapor.
  • Mencionado no NT: Mt 23.35; Lc 11.51; Hb 12.24; 1Jo 3.12.
  • Um tipo de Cristo; era pastor, foi morto por seu irmão, e seu sangue tem uma forte voz.
  • Muitos eruditos acreditam que Caim e Abel eram gêmeos.
  • Mencionado na lista dos heróis da fé: Hb 11.4.
  • Considerado o primeiro mártir da história: Mt 23.35.
  • Sua fé: Hb 11.4.
  • Sua justiça: Mt 23.35.
  • Sua piedade: 1Jo 3.12.
Após sua expulsão do jardim, Adão e Eva tiveram dois filhos: Caim, o lavrador, e Abel, o pastor.
O momento das ofertas e a diferença entre elas
No momento adequado cada um deles trouxe sua oferta a Deus. A de Abel foi aceita, mas não a de Caim. Não foi o que Abel ofereceu, mas sua fé (Hb 11.4) que tornou sua oferta aceitável. A oferta de Caim é mencionada primeiro (Gen 4:3). Ele era agricultor e trouxe uma oferta do fruto da terra. Ao ler o texto, alguém pode ter a impressão de que Caim foi o mais entusiasmado em ofertar ao Senhor, por ter sido o primeiro. Mas essa não foi a realidade. Caim teve uma atitude de arrogância, ao entregar ao Senhor parte do que ele tinha produzido e que não lhe havia custado nenhum esforço extra, considerando que aquilo para Deus era suficiente. Fez sua oferta do modo que quis, achando que Deus era obrigado a aceitar os seus termos. A atitude de Caim foi de apatia e indiferença. Foi muita negligência Caim oferecer ao Senhor o resto do que produziu, o resto de seu tempo, o resto de sua atenção. Deus não se agrada de restos.
A diferença entre a oferta de Caim e de Abel não era o produto em si, mas o modo como foram preparadas. Hebreus 11:4 diz que pela fé, Abel ofereceu uma oferta mais extraordinária que a de Caim. Abel preparou sua oferta com fé, visando a vontade de Deus como regra indispensável. Abel preparou sua oferta com zelo, cuidadosamente separando ao Senhor o que tinha de melhor: as primeiras e melhores crias de seu rebanho.
Diante dessa história, muitos podem pensar o quanto Deus foi exigente na avaliação da oferta dos dois irmãos. Mas não podemos nos esquecer: Deus não é como o homem; o homem vê aparência, mas Deus olha o coração (I Sam 16:7). I João 3:12 nos diz que o coração de Abel era justo, mas o de Caim era mau. Em Mateus 23:35, Jesus cita Abel como justo e compara Caim com os fariseus hipócritas.
Concluímos, então, que, aparentemente, as ofertas de Caim e de Abel teriam o mesmo valor: parte do trabalho e da produção deles. Mas quando Deus analisa motivação do coração, vemos que as ofertas são totalmente diferentes.
Porém, Deus também é bondoso e misericordioso e não deseja que ninguém pereça, mas que todos cheguem ao arrependimento. Na história, vemos que Deus insiste para que Caim investigue a causa de sua oferta não ter sido aceita. “Se você fizer o bem, não será aceito?”
O ressentimento amargurado de Caim demonstra uma atitude bastante diferente. Como os profetas dirão sempre de novo: Deus não pode ser comprado por sacrifícios. Ele quer que o ofertante também faça "o que é certo" (v.7 de Gn 4.) A fé verdadeira não pode  ser separada do comportamento correto.
Caim matou Abel (não se precisa muito para passar da rebelião ao assassinato) e Deus o condenou a uma vida nômade, dando-lhe, porém, proteção contra a morte.

Até a próxima! Paz