domingo, 23 de abril de 2017

POR QUÊ O JUSTO SOFRE?

Por quê o Justo sofre? 

Base Bíblica: 2Tm 3.12; Jo 16.33

Porque aqui não é o paraíso.
Porque Jesus disse: No mundo tereis aflições (Jo 16.33).
Porque assim nos aproximamos mais de Cristo.
Porque assim avaliamos o espírito de luta.
Porque assim compreendemos melhor os sofrimentos de Cristo.
Porque assim aumentamos a nossa aspiração pelo céu.

Porque pelo sofrimento somos lapidados.


O Senhor é Observador.
Precisamos entender que tudo o que acontece em nossa volta, não está escondido aos Olhos de nosso Deus. Apesar de nos sentimos sozinhas nos muitos momentos em que passamos por sofrimentos e aflições, o Senhor não nos perdeu de vista. Ele registra cada lágrima derramada, (Sl 56.8) cada passo trêmulo que damos em direção a Ele. Porque são nesses momentos que devemos procurá-Lo na esperança de que Ele nos receberá em Sua presença e nos ouvirá, na esperança de que Ele não contenderá conosco, por, nosso coração está limpo e nossa consciência pura, por não estarmos vivendo na prática do pecado. Essa é a paz que rege nossa alegria em meio aos sofrimentos, a paz que nos traz a esperança de que tudo irá passar pela garantia que Cristo nos deu de vencermos como Ele venceu (Jo 16.33). Mesmo naquelas horas em que pensamos que Ele se ausentou e que não se importa mais com nossa situação, o Senhor está com o Seu zeloso cuidado voltado para nós e a todo tempo Ele se interessa por nossa causa (Jó 23.4). É difícil entender o porquê o Senhor permite tantas aflições em nossa vida. Mas não precisamos entender o porquê das coisas. Precisamos nos esforçar pra não esquecer de que o Senhor JESUS é Bom, Amoroso. Ele sabe que as dificuldades e aflições que passamos, nos dará o benefício de valorizar a obra dEle em nossa vida (Jó 23.10). De sabermos que só nEle há a solução que tanto buscamos. Precisamos desejar apresentar-se perante Deus nos momentos de aflição (Jó 23.4)e não ficarmos procurando desculpas para o desânimo e achar que, por sermos humanos, é normal perder a esperança. Não é normal um cristão fiel perder a esperança. Que o Espírito Santo nos ajude a chegar-nos a Deus com nosso coração cheio de desejo de se entregar a Ele. E confiarmos que no final de tudo, sairemos fortalecidos, lapidados, cheios de experiências para passarmos a todos que precisarem de um apoio espiritual, moral, físico, a força necessária e o incentivo de confiar, que o Senhor, no tempo oportuno, dará graça e socorro a elas, assim como Ele foi conosco. Em tudo, nos tornaremos um exemplo de fé e perseverança e se na nossa caminhada encontrarmos alguém em aflição, teremos a convicção em dizer: Tenha fé, não desanime nem perca o foco, eu sei o que você está sentido. Passei por isso também. Mas venci. Algumas cicatrizes ficaram, mas nenhum pedaço de mim está faltando. Estou inteira. Jesus me ensinou a enfrentar as aflições e eu venci. Você também vai vencer. Não desista! Essa é a força que nos faz vencer: JESUS CRISTO. O SERVO SOFREDOR QUE VENCEU O MUNDO! AMÉM! Que a graça e a paz do Senhor Jesus invada nossos corações todos os dias de nossa vida. Até que Ele venha!

Aflições, por que as experimentamos?
Águia


Por sermos discípulos de Jesus, que foi o Servo sofredor: Mt 10.24.
Por sermos servos de Jesus, e Ele ter predito nossas aflições: Jo 16.33.
Por sermos soldados de Jesus e estarmos em permanente batalha: 2Tm 2.3,4.



Até a próxima!
Fica na paz!
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SE O SENHOR ESTAVA DO SEU LADO?
A ave de maior longevidade, podendo chegar aos 70 anos. Sua visão é de 300 graus, quase o dobro da do ser humano. Dotada de uma membrana nictante nos olhos, é o único ser que pode olhar direto para o Sol. Na forte tempestade, essa ave não se esconde, mas voa acima dela. É fiel a um único companheiro. É guerreira, corajosa e imponente quando voa e precisa quando ataca. Aos 40 anos , suas unhas ficam compridas e flexíveis, impedindo-a de segurar suas presas. Seu bico se encurva, impedindo-a de bicar mais com força. Suas asas pesadas e envelhecidas dificultando o seu vôo. Então, ela voa para o ninho, no alto da montanha, onde se inicia o doloroso processo de renovação. A águia bate o bico velho contra a pedra até arrancá-lo, e espera nascer um novo. Com ele, novamente suportando a dor, arranca as velhas unhas. Depois, espera nascer outras garras, com as quais tira as penas envelhecidas. Após 5 meses, com novas asas, lançar-se-á a novos vôos e viverá mais 30 anos.
O crente é comparado à águia e aos filhotes dela: Dt 32.10-12; Sl 103.5; Is 40.29-31.

segunda-feira, 20 de fevereiro de 2017

O QUE É ARREPENDIMENTO?

Arrependimento é o sentimento ou pesar por faltas ou erros cometidos, o sincero pesar de algum pecado cometido. Embora esta definição seja absolutamente correta, entretanto, na sua forma prática, ela é muito mais significativa, muito mais expressiva e profunda, de tal maneira que cria uma verdadeira transformação na conduta das pessoas. A sua definição pode ser abstrata, mas os seus efeitos são notórios; e são exatamente nos seus efeitos que podemos constatar as grandes diferenças de um outro sentimento que tem a aparência semelhante, como é o caso do remorso. Ora, quantas pessoas têm-se iludido e também a muitos pelo simples fato de terem contraído o remorso ao invés do arrependimento. Quando alguém comete um pecado e se arrepende, nunca mais cometerá o mesmo pecado; todavia, se ela sente um remorso pelo pecado cometido, certamente mais tarde vai cometer o mesmo pecado, e ainda tantas vezes quantas ainda não tiver se arrependido. É o caso de Judas Iscariotes, que teve remorso por ter traído ao Senhor Jesus, conforme narrativas no Evangelho de Mateus: "Então Judas, o que o traiu, vendo  que Jesus fora condenado, tocado de remorso, devolveu as trintas moedas da prata aos principais sacerdotes e aos anciãos..." Mt 27.3. Ora, se o remorso não passa de um sentimento de culpa cobrado pela consciência, daí ele produz um mal estar durante um certo período de tempo e que logo é esquecido e não realiza nada mais. Mas o arrependimento é diferente e implica mudanças de comportamento em relação ao erro, que iremos ver a seguir.

CARACTERÍSTICAS DO ARREPENDIMENTO
1) Ver o pecado - Para que haja arrependimento é preciso, em primeiro lugar, que a pessoa  errada considere o seu erro; ou seja, é necessário que ela assuma o seu erro, corajosamente, analisando porque cometeu aquele delito, onde foi que começou a "cair em pecado". Muitos tentam tirá-lo da mente através do esquecimento, e aqueles que assim procedem têm a ajuda especial de Satanás, porque ele tem interesse que o pecado não seja confessado a fim de que as pessoas possam cometê-lo novamente.
Uma das coisas mais difíceis é a pessoa admitir o seu pecado ou erro, e a partir do momento em que ela o admite, então, é porque o Espírito Santo já está agindo através do convencimento, porque "...Quando Ele vier convencerá o mundo do pecado..." Jo 16.8.
2) Confessar o pecado - Após a admissão, o pecador precisa urgentemente confessá-lo, o mais breve possível para que ele seja cancelado. A Bíblia afirma" "Se confessarmos os nossos pecados, Ele é fiel e justo para nos perdoar os pecados e nos purificar de toda injustiça", 1Jo 1.9. Se nós admitimos o pecado e não confessarmos, então ele fica guardado no almoxarifado do coração; mais tarde, ele atrairá mais pecados.
3) Detestar o pecado - Se a pessoa comete um pecado, e depois de admiti-lo e confessá-lo não toma uma atitude em odiá-lo, então ele voltará bater à porta do pecador com força insistente. Nesse período deve-se resisti-lo! ..."eis que o pecado jaz à porta; o seu desejo será contra ti, mas a ti cumpre dominá-lo." Gn 4.7b. O grande problema é que o pecado sempre tem um sabor doce na boca, ou seja: no início; mas no final é como fel e os seus dissabores são tantos, quer não valem a pena.
Para que fique realmente caracterizado o arrependimento definitivamente, há que se odiar e abandonar ao mesmo tempo o pecado, até porque: "O pecado não tem domínio sobre nós..." Rm 6.14, e, por isso mesmo, não podemos jamais nos deixar levar pela sua astúcia.
É Deus quem nos conduz ao arrependimento, conforme está escrito: "Ou desprezas a riqueza da Sua bondade, e  tolerância, e longanimidade, ignorando que a bondade de Deus é que te conduz ao arrependimento?" Rm 2.4. Ora, se o arrependimento é um dom de Deus, é uma condição que Ele nos dá para podermos nos consertar com Ele, como poderemos então desconsiderar a Sua bondade omitindo o arrependimento em toda a sua plenitude?! É certo que quando assim procedemos estamos resistindo ao Espírito Santo, que é o agente que nos leva ao arrependimento.

Os perigos
"É impossível, pois, que aqueles que uma vez foram iluminados e provaram o dom celestial e se tornaram participantes do Espírito Santo, e provaram a boa Palavra de Deus e os poderes do mundo vindouro, e caíram, sim, é impossível outra vez renová-los para arrependimento, visto que de novo estão crucificando para si mesmos o Filho de Deus, e expondo a ignomínia. Porque a terra que absorve a chuva que frequentemente cai sobre ela, e produz erva útil para aqueles por quem é também cultivada, recebe bênção da parte de Deus; mas, se produz espinhos e abrolhos, é rejeitada, e perto está da maldição; e o seu fim é ser queimada", Hb 6.4-8. Estes versos afirmam claramente que há um determinado limite para arrependimento, pois o "renová-los para arrependimento" significa que já houve outros arrependimentos e que agora renová-los é impossível...  

Até a próxima!
Fica na paz!


domingo, 11 de dezembro de 2016

Qual é o propósito dos juízos de Deus no Apocalipse?

Mesmo Deus tendo deixado claro que o pecado é errado e que o juízo é iminente, muitas pessoas ainda se recusam a arrepender-se e a aceitar a graça divina (Rm 1.24-32; 3.24-26; Ap 3.9-18). Até mesmo nos últimos dias, quando Deus enviar Suas testemunhas para profetizar sobre a destruição vindoura, muitas pessoas irão preferir juntar-se às forças do mal e tripudiar sobre a morte dos profetas de Deus (Ap 11.4-6,10). Aqueles que se opuserem ao Senhor afastarem-se dele acabarão sendo excluídos de Sua presença.
Mas será que os juízos de Deus são para levar redenção à humanidade ou para simplesmente trazer destruição? O livro de Apocalipse dá-nos algumas pistas.
Apesar das pragas que a humanidade vivenciou, os homens não se arrependeram das obras de suas mãos (Ap 9.20,21). E os que sofreram a tortura dos gafanhotos desejaram a morte em vez de voltarem-se para Deus (Ap 9.6). Outros gritaram para que as rochas caíssem e escondessem-nos da "ira do Cordeiro" (Ap 6.16). Muitos preferiram morrer a admitir seus pecados. Na busca de escapar do juízo, eles mostraram seu medo de Deus, em vez de confiarem nEle.
O livro de Apocalipse enfatiza o juízo final de Deus (Ap 16.5-7). Tanto os cristãos como os não cristãos receberão exatamente o que merecem (Ap 2.23; 11.18; 14.13; 18.6; 20.12,13; 22.12).
Os juízos de Deus servem para cumprir diversos propósitos. São uma espécie de resposta parcial da parte do Senhor em retribuição às orações dos santos, mas que ocorrem no tempo de Deus, e não no nosso (Ap 6.9-11; 8.2-5). Os juízos divinos refutam o poder dos "deuses" da terra e dos inimigos de Deus, assim como as pragas que caíram sobre o Egito fizeram (Êx 7.8-12; 12.12; Ap 19.20,21; 20.9,10). Os juízos são parte da missão de Deus e oferecem uma última chance para que o mundo arrependa-se (Ap 14.6,7; ver Ap 9.20,21; 16.9,11).
O juízo contra a desobediência e os maus caminhos é inevitável - até mesmo para a Igreja (Rm 1.18-28; Ap 2.5,16; 3.3,16). Deus, no entanto, espera pacientemente pelo arrependimento, oferecendo Sua graça (Ap 2.7,16,17,22; 3.3,20).

ESTUDANDO APOCALIPSE 9.20,21
As imagens das trombetas do julgamento são aterrorizantes, independente se são interpretadas de maneira literal ou metafórica. Mas esses eventos não são caóticos, pois estão sob o controle de Deus e são usados para o Seu propósito.
A estrela que caiu na terra recebeu "a chave" e sabia o que fazer com ela (Ap 9.1,2). Quem deu a ela a chave e as instruções? Claramente, foi Deus. Mas o fato de o abismo está trancado indica que o poder de Deus é soberano quanto a esse terrível lugar.
Além disso, os gafanhotos recebem instruções e poder necessário para cumpri-las (Ap 9.5,10). De forma similar, os quatro anjos estão presos, e quando forem libertos, será por um tempo limitado (Ap 9.14,15). Em todo caso, Deus está limitando a destruição desses agentes.
O divino propósito desses eventos é claro: Ele quer que o povo arrependa-se. Mas, infelizmente, eles recusam-se a fazer isto (Ap 9.20). É triste pensar que o pecado pode esgueirar-se na nossa vida e tomar tanta coisa que as trombetas dos julgamentos ainda não seriam suficientes para fazer-nos voltar para Deus (Tg 1.14,15).
Peça a Deus para manter seu coração atencioso à Sua voz e orientação. Peça que Ele revele onde o pecado está endurecendo-o. Amém!

REFERÊNCIAS BÍBLICAS DO ASSUNTO: JUÍZO/JULGAMENTOS DIVINO

JUÍZO DIVINO:
  • É uma doutrina essencialmente bíblica: Mt 3.10,12.
  • É uma necessidade moral, por causa da justiça de Deus: Ap 19.11.
  • Será inevitável para todos os que rejeitaram Jesus Cristo: Jd 1.4,5.
JUÍZO DIVINO SOBRE O PECADO:
  • Deus se aborreceu: Gn 6.3.
  • Deus decidiu punir: Gn 6.7.
  • Deus enviou o Dilúvio: Gn 6.17.
JUÍZOS INFALÍVEIS:
  • No passado, de Cristo: Is 53.5; Jo 5.46,47.
  • No presente, do crente: 1Co 11.32; 1Pe 1.17.
  • No futuro, do pecador: Jo 5.28,29; Ap 20.11-15.
JULGAMENTOS:
  • Do pecador: Jd 1.15.
  • Dos crentes no Tribunal de Cristo: 2Co 5.10. (Na verdade, no Tribunal de Cristo, será uma prestação de contas. Onde serão julgadas as obras dos crentes através do corpo físico. (Veja: O TRIBUNAL DE CRISTO)
  • Das nações na volta de Cristo: Mt 25.31,32. (Veja: A SEGUNDA VINDA DE CRISTO)
  • Dos mortos sem Cristo: Ap 20.11-13.
JULGAMENTOS DE DEUS:
  • Deus julgou os antediluvianos: Gn 6.7.
  • Julgou Sodoma: Gn 19.23-25.
  • Julgou o Egito: Êx 7 a 14.
  • Julgou Nadabe e Abiú: Lv 10.1-3.
  • Julgou os israelitas: Êx 32.35; Nm 14.22,23,35,37.
  • Julgou os cananeus: Lv 18.25; Dt 7.12.
  • Julgou os caldeus: 2Cr 36.14-21.

Para mais descrições sobre os juízos de Deus no Apocalipse, visite:












Até a próxima!
Fica na paz!


sábado, 26 de novembro de 2016

DEUS ENGANAR?

Como Deus pode enganar um profeta e ainda responsabilizá-lo por suas ações?

A passagem de Ezequiel 14 levanta essa questão na mente de muitas pessoas (ver Ez 14.9-11): como Deus pode ter o controle soberano de todas as coisas se as pessoas serão responsabilizadas por suas escolhas e decisões pessoais?
A Bíblia remete todas as coisas à soberania divina. O fato de a chuva cair tanto sobre os justos como sobre os injustos, por exemplo, faz parte do soberano plano de Deus (Mt 5.45). Um falso profeta só poderia trazer uma profecia que desviasse as pessoas com a permissão ou sob a direção do Senhor. [Permitir não é o mesmo que fazer. No caso de Deus, Ele permite que o engano e, ou a mentira, entre na vida de uma pessoa de coração duro e que não se submete as verdades de Deus. Mas Ele mesmo não engana!]
Ao mesmo tempo, Deus não é responsável por nossos pecados, pois eles vêm de nossos próprios desejos pecaminosos. Ao dar mensagens enganosas aos falsos profetas, Deus estava simplesmente dando a eles e a seus ouvintes exatamente o que eles queriam (ver 2Ts 2.11). Se o Senhor não houvesse refreado os pecados do povo, ele (o povo) iria naturalmente escolher mentiras em vez da verdade, e adorar a criação em vez de o Criador (Rm 1.18-25). Deus simplesmente permitiu que o povo vivesse de acordo com os desejos de seu coração pecaminoso.
O fato impressionante não é o de Deus permitir que alguns pecadores persistam em seus próprios delírios, mas o de que Ele salva pecadores, muda nossa natureza e dá-nos o desejo de fazer o bem para a glória dEle (ver Ez 36.25,26; Ef 2.10; Fp 2.12,13).

ESTUDANDO EZEQUIEL 14.1-11
Os líderes de Israel recorreram a Ezequiel para obter uma palavra do Senhor. Mas, Deus estava irado com eles por ainda terem ídolos no coração. Eles vieram ao Pai sem preparar o coração. Mesmo tendo boas intenções, o pecado do coração deles poderia deixá-los surdos para as instruções de Deus.
As palavras do Senhor a essas pessoas devem fazer-nos tremer. Eram pessoas sob as instruções do profeta de Deus, Ezequiel. Mas, o Altíssimo prometeu ir contra elas, torná-las um exemplo e eliminá-las. Ele faria tudo isso para ser reconhecido sem enganos.
Devemos ouvir essa história e guardá-la no coração. Precisamos examinar nosso coração, procurando inutilidades a que possamos estar apegando-nos. Podemos buscar o conselho de um pastor, mas se poluímos nossa vida, Deus nos dará o tipo de resposta que nossa idolatria merece.
Em vez disso, devemos preparar o coração e purificar nossa vida da lama que nos prende. Então, podemos aproximar-nos de Deus com ouvidos para ouvir e coração para receber. O seu coração está limpo da aglomeração de ídolos? (Ídolos, é tudo aquilo que colocamos em nossa vida, acima de Deus. Não é só imagens de esculturas não!).

Em Ezequiel 14.9-11 — A ligação entre a soberania de Deus e a responsabilidade dos seres humanos está implícita nesses versículos. O Senhor permite que as revelações mentirosas, anunciadas pelos falsos profetas, tenham continuidade por propósitos que apenas Ele conhece, mas o pseudo profeta terá de prestar contas pelo conteúdo de suas mensagens. Esses falsos profetas israelitas deliberadamente ignoravam a verdade e misturavam-na com falsidades. Sua punição seria a mesma do que pergunta (os anciãos). Entretanto, caso se convertessem, estariam sujeitos ao plano redentor divino (v. 5).O teor da profecia deste capítulo é o mesmo do vigésimo capitulo, porque o Senhor se levantou contra a prática de pessoas que viviam na impiedade, e que vinham consultar profetas, como costumam se dar à referida prática aqueles que sendo do mundo, consultam cartomantes, quiromantes, necromantes e feiticeiros, com a finalidade de lhes revelar o que lhes reserva o futuro.
O Senhor revela seu plano para castigar os idólatras e falsos profetas (14:1-11).  Alguns dos anciãos de Israel foram novamente a Ezequiel, aparentemente procurando orientação do Senhor (14:1; cf. 8:1). A palavra do Senhor referente aos anciãos foi áspera, condenando os líderes por suas inclinações à idolatria (14:2-5). Ele falou de levantar ídolos dentro do coração (14:3), mostrando o problema de uma atitude idólatra, e não somente das práticas visíveis da idolatria (cf. Jeremias 6:19; 17:10; Mateus 5:27-28; Filipenses 4:8; Colossenses 3:1-5; Hebreus 4:12). Em conseqüência desta idolatria no coração, eles não tinham direito de aproximarem-se de Deus para interrogar (14:3). O acesso a Deus depende de um coração puro e voltado a ele (cf. Salmo 24:3-6; 5:4-7). Os idólatras que ousavam ainda chegarem a Deus seriam castigados severamente. Os que não aprenderam pela palavra, poderiam aprender somente pelos atos de Deus (14:4-10; cf. Isaías 26:9). Deus queria que o povo se purificasse de sua idolatria para ser verdadeiramente o povo do Senhor (14:11). Como? “Convertei-vos, e apartai-vos dos vossos ídolos, e dai as costas a todas as vossas abominações.... para que a casa de Israel não se desvie mais de mim, nem mais se contamine com todas as suas transgressões. Então, diz o SENHOR Deus: Eles serão o meu povo, e eu serei o seu Deus” (14:6,11).

Até a próxima!
Fica na paz!


domingo, 20 de novembro de 2016

COMO É O CÉU?


Para todos os fins e propósitos, o crente deve considerar o céu como uma cidade literal, física, incrivelmente grande e onerosa, brilhante e abençoada, localizada entre as estrelas.
A. Essa cidade era esperada no Antigo Testamento.
  1. Por Abraão (Hb 11.10).
  2. Por Davi (Sl 46.4; 87.3)
  3. Por todos os homens e mulheres de fé (Hb 11.13,16).
B. Essa cidade é prometida nos Evangelhos (Jo 14.1-3).
C. Essa cidade é mencionada nas epístolas (Gl 4.26; Hb 12.22; 13.14).
D. Essa cidade é descrita no livro de Apocalipse (Ap 21.2).
A cidade tem muitas características e muitos pontos de referência.
A. O tamanho (Ap 21.16b).
De acordo com nossas unidades de medidas atuais, essa cidade teria 2.200Km de distância, altura e largura aproximadamente. Se fosse colocada nos Estados Unidos, alcançaria desde Nova York até Denver, colorado, e do Canadá até a Flórida.
Quão grande é uma cidade desse tamanho? A Terra tem, aproximadamente, 310 milhões de Km² de hidrosfera e 155 milhões de Km² de litosfera. Se formos multiplicar as dimensões da nova Jerusalém, chegaríamos aos Km³ da cidade, impressionantes 10 bilhões aproximadamente. Esse resultado é 14 vezes o valor da superfície de toda a Terra, incluindo terra e água.
Foi estimado que, aproximadamente, 40 bilhões de pessoas viveram em nosso planeta desde a criação de Adão. Desse número, mais de cinco bilhões vivem hoje. Estudos de densidade demográfica de cidades garantem-nos que cada um desses 40 bilhões poderia facilmente ser acomodado apenas no "térreo", dessa incrível metrópole de 2200 camadas.
Usando uma abordagem diferente, o céu terá 396 mil andares (com 6 metros por andar aproximadamente), sendo que cada um deles possuirá uma área tão grande de quanto metade dos Estados Unidos.
B. O formato (Ap 21.16).
A descrição permite duas possibilidades, a saber, a de que a nova Jerusalém tem o formato de um cubo perfeito ou de uma vasta pirâmide.

  1. Argumentos para uma cidade cúbica. A afirmação de João, em Apocalipse 21.3, parece indicar isso. Em Some Questions Converning the New Jerusalem, Gary Cohen compara a cidade ao Santo dos Santos: É interessante notar que o Santo dos Santos, dentro do tabernáculo, tem formato cúbico (20x20x20 cúbitos). A sugestão é que toda a cidade seja um enorme Santo dos Santos, de formato cúbico como o sagrado santuário do interior do templo (1Rs 6.20), perfeitamente encaixada na verdade de que essa cidade será o lugar exato onde Deus fará Sua morada. (Grace Journal, 6v.p.24)
  2. Argumentos para uma cidade piramidal. H.A. Ironside visualiza dessa forma: Prefiro imaginar a Cidade Santa como o monte de Deus, uma vasta pirâmide de base quadrada, com 12 mil estádios em cada sentido, e subindo a uma altura tão extensa quanto seu comprimento e sua largura, e os tronos de Deus e do Cordeiro, no ápice, de onde flui o rio de água da vida, que espirala o monte, com uma rua de ouro de cada lado desse rio. Mas, em ambos os casos, se a imaginarmos como um cubo ou pirâmide, a ideia é a mesma: é uma cidade de perfeição absoluta. (Revelation.p.357)
  3. Argumentos para uma cidade esférica. O Dr.J.Vernon McGee utiliza uma abordagem diferente em relação às visões acima: Em vista do fato de que ela está no espaço como um planeta ou como uma estrela, parece que será um globo.[...] A cidade está dentro de um globo.[...] A luz brilhará nas 12 fundações, dando um colorido fantástico e surpreendente ao novo universo.[...] De dentro, a cidade parece um diamante. O ouro é transparente e o diamante é a estrutura para o ouro que está dentro. [...] A esfera terá uma circunferência de 13.100Km aproximadamente. O diâmetro da lua é de aproximadamente 3.400Km e o da nova Jerusalém esférica será de aproximadamente 4.11Km: portanto, a nova Jerusalém terá o tamanho da lua mais ou menos. E será esférica, assim como outros corpos celestes. (Reveling through Revelation.p.86,87,105)
São argumentos baseados em contextos bíblicos. Nós temos a liberdade de argumentar, imaginar, sonhar em como vai ser nossa eterna morada. A Bíblia fala claramente a respeito da estrutura e de tudo que envolve-a.  Não importa como a imaginemos. O importante é que será Linda! e Esplendida! E moraremos lá! Mas devemos sim, continuar estudando, especulando, buscando conhecer tudo que diz respeito ao crescimento do conhecimento da Santa Palavra. Vamos continuar o estudo!
C. Os nomes.
A Bíblia usa diferentes nomes para referir-se à cidade.
  1. Nova Jerusalém (Ap 3.12; 21.2).
  2. A Cidade Santa (Ap 21.2; 22.19).
  3. A Jerusalém celestial (Hb 11.16; 12.22).
  4. Monte Sião (Hb 12.22).
  5. A noiva, a esposa do Cordeiro (Ap 21.9).
  6. Paraíso (Ap 2.7). Judson Cornwall traça a origem da palavra paraíso: O Antigo e o Novo Testamento falam sobre o paraíso. Na versão King James do Antigo Testamento, a palavra hebraica para paraíso é traduzida como horta (Ec 2.5; Ct 4.13) e floresta (Nm 2.8), provavelmente porque é, na verdade, uma palavra persa criada para descrever os magnificentes parques e jardins desenhados para reis persas. Mais tarde, essa palavra foi emprestada pelos estudiosos do latim que produziram a versão Septuaginta das Escrituras do Antigo Testamento (uma tradução do hebraico para o grego), a qual usava essa palavra como um nome para o jardim do Éden. Enquanto nossa Bíblia chama de Éden a primeira habitação da criação especial de deus, a tradução grega chama a casa de Adão de paraíso. (Heaven.p.32)
  7. A casa do Pai (Jo 14.2).
D. Os fundamentos.
A Bíblia também fala dos fundamentos da cidade. Ela fica sobre 12 camadas de pedras de fundamento (Ap 21.14, 19,20), e cada camada é incrustada de uma pedra preciosa diferente. São eles:
  1. O primeiro fundamento é encrustado de jaspe, um diamante claro como cristal, brilhante como um pingente de gelo no sol.
  2. O segundo fundamento é encrustado de safira, uma pedra azul e opaca com pontos dourados.
  3. O terceiro fundamento é encrustado com calcedônia, uma pedra azul-celeste com listras.
  4. O quarto fundamento é encrustado de esmeralda, uma pedra verde-claro.
  5. O quinto fundamento é encrustado de sardônica, uma pedra branca com camadas vermelhas.
  6. O sexto fundamento é encrustado de sardo, uma pedra vermelho-fogo.
  7. O sétimo fundamento é encrustado de crisólito, uma pedra amarela e transparente.
  8. O oitavo fundamento é encrustado de berilo, uma pedra verde-musgo.
  9. O nono fundamento é encrustado de topázio, uma pedra verde-dourado transparente.
  10. O décimo fundamento é encrustado de crisópraso, uma pedra verde-azul.
  11. O décimo primeiro fundamento é encrustado  de jacinto, uma pedra violeta
  12. O décimo segundo fundamento é encrustado de ametista, uma pedra roxa brilhante.
Esses 12 fundamentos não só foram encrustados de pedras preciosas, mas cada um deles tinha o nome de um dos 12 apóstolos do Novo Testamento (Ap 21.14).
Essas joias são quase iguais às 12 pedras no peitoral do sumo sacerdote (Êx 28.17-20).
É interessante observar, que todos os elementos usados na construção da Santa Cidade, são imperecíveis! Porque ela foi construída para durar eternamente!!!!! Aleluia!
E. Os muros.
Os muros da nova Jerusalém têm, aproximadamente, 65m de altura e são feitos de jaspe (Ap 21.17,18). O muro não é para proteção obviamente, mas para design e beleza apenas. Comparando o tamanho, um muro de 65m em volta de uma cidade de 2.200Km de altura seria como um meio fio de três centímetros em volta do edifício do Empire State.
F. As portas.
Há 12 portas nessa cidade, três em cada lado. Em cada porta, há o nome de uma das 12 tribos de Israel. Cada porta é composta de uma bela pérola branca (Ap 21.12,13,21).
Foi observado que o brasão da nova Jerusalém não é o fundamento de 12 joias (Ap 21.19,20), nem o muro de jaspe (Ap 21.18), nem as ruas de ouro (Ap 21.21), nem as torres de marfim (indicadas por Sl 45.8), mas as portas de pérola. Na verdade, o crente estará literalmente cercado de pérolas. Em qualquer lugar, norte, sul, leste, oeste, o objeto importante que chamará a atenção será a pérola! Por que? Muitas sugestões foram feitas:
A pérola foi a pedra preciosa que Deus escolheu para representar a Igreja (Mt 13.45,46).
A pérola vem de um corpo d'água, que geralmente é usado para simbolizar povos gentios. A Igreja será formada, em maior parte, por gentios.
A pérola é criada (diferentemente de um diamante ou de uma pepita de ouro) por um organismo vivo. Uma ostra sente que há um grão de areia em seu corpo. Para proteger-se, a pequena criatura envolve o objeto estranho com camadas de uma substância própria até que, finalmente, uma bela pérola é formada. Da mesma forma, as portas do céu serão feitas de pérola para lembrar aos remidos de que cada um deles já foi um pequeno grão de areia pecadora aos olhos de Deus e ao lado dele. Para resolver esse problema, Ele perdoou nossas iniquidades, envolvendo-nos com camadas do Seu amor. Tornamo-nos, assim, a pérola de grande valor pela maravilhosa graça de Deus.
G. A rua principal.
A principal avenida da nova Jerusalém é composta de puro ouro transparente (Ap 21.21b). Se o preço do ouro for levado em consideração, o valor total dessa cidade torna-se incompreensível.
H. O trono (Sl 103.19).
Três homens da Bíblia, pelo menos, tiveram permissão de olhar para a incrível visão do trono de Deus.
  1. Isaías (Is 6.1-3).
  2. Daniel (Dn 7.9,10).
  3. João (Ap 4.2,6).
O trono de Deus é citado mais de 40 vezes somente no Novo Testamento.
O céu também terá alguns pontos de referência bastante distintos - o rio da vida e a árvore da vida.
A. O rio da vida (Ap 22.1).
Sem dúvidas, o Espírito Santo quis fazer, pelo menos, alguma referência a esse rio quando inspirou Davi (Sl 1.3; 46.4).
B. A árvore da vida (Ap 22.2).
Quando Deus criou o homem e colocou-o no Jardim do Éden, Ele disponibilizou a Adão a árvore da vida (dentre outras coisas). Mas, quando o homem pecou, ele foi afastado do Éden e da árvore (Gn 2.9; 3.24). Nessa altura da história da humanidade, a árvore da vida desapareceu, mas, na nova Jerusalém, florescerá e frutificará como nunca antes.
Paul Lee sugere uma geografia relacionada à árvore e ao rio:
Por causa da localização da árvore da vida, que está em ambos os lados do rio, os teólogos interpretaram que a árvore não é somente uma, mas um tipo único de árvore [...], uma fileira de árvores em cada lado do rio. Outros, entretanto, veem a árvore plantada no meio do rio, com galhos estendendo-se para ambas as bandas. A árvore é grande o suficiente para abranger o rio, de modo que o rio esteja no meio da rua e a árvore dos dois lados do rio. (The New Jerusalem.p.28)

Até a próxima!
Fica na paz!

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sábado, 22 de outubro de 2016

E OS MANUSCRITOS ORIGINAIS DA BÍBLIA?

Fragmentos do Evangelho de João

Os manuscritos originais da Bíblia foram transmitidos de forma confiável para nós?

Norman Geisler e William Nix atestam a confiabilidade da Bíblia na transmissão ao longo dos séculos:
Entre o manuscrito e a Bíblia moderna, estende-se um importante elo na cadeia geral "de Deus para nós", conhecida como transmissão. Ela oferece uma resposta positiva para a pergunta: os estudiosos da Bíblia, hoje, possuem uma cópia exata dos manuscritos? Obviamente, a autenticidade e autoridade da Bíblia não podem ser estabelecidas a menos que seja sabido que as presentes cópias têm integridade. Em apoio à integridade do texto, um enorme número de documentos antigos pode ser apresentado. Para o Novo Testamento, começando com antigas versões do segundo século e fragmentos de manuscritos, e continuando com citações abundantes dos pais da igreja e milhares de cópias manuscritas daquela época até as versões modernas da Bíblia, existe praticamente uma linha intacta de testemunho. Além disso, não existem apenas incontáveis manuscritos para apoiar a integridade da Bíblia (incluindo o Antigo Testamento desde a descoberta dos manuscritos do mar Morto), mas um estudo dos procedimentos de preparo e preservação dos manuscritos bíblicos revelam a fidelidade do próprio processo de transmissão. Na verdade, pode-se concluir que nenhum outro documento da antiguidade chega ao mundo moderno com tal evidência de sua integridade como acontece com a Bíblia. (A General Introduction to the Bible.p.355)

Quais são as responsabilidades que Deus atribuiu a si mesmo para transmitir as Escrituras?

O papel de Deus tem cinco aspectos fundamentais:
A. A revelação: esse foi o processo pelo qual Deus revelou aos escritores da Bíblia aqueles fatos e verdades necessários que, de outra maneira, não poderiam saber. Dessa forma, a revelação move-se de Deus para o homem e envolve o ouvido: o homem ouve o que Deus quer que seja ouvido.
B. A inspiração: esse foi o processo pelo qual Deus garantiu que Suas revelações orais fossem corretamente grafadas pelos escritores da Bíblia. Assim, a revelação move-se do homem para o papel e envolve a mão: o homem escreve o que Deus deseja que seja escrito.
C. A iluminação: esse é o processo pelo qual Deus continuamente lança luz e compreensão divina sobre todos os que leem Sua revelação inspirada. Assim, a iluminação move-se do papel para a compreensão humana e envolve o coração: o homem recebe o que Deus quer que seja recebido.
D. A canonização: esse é o processo pelo qual Deus determinou que todos (mas somente) aqueles manuscritos inspirados fossem reconhecidos (pelo homem) e incluídos na coleção divina dos 66 livros.
E. A preservação: esse é o processo pelo qual Deus tem trabalhado de forma providencial e sobrenatural (na ocasião) a fim de manter intacta Sua Santa Palavra dos estragos do tempo, contra ataques violentos por parte dos homens perversos, de demônios etc.

Quais são as responsabilidades que Deus atribuiu ao Seu povo para transmitir as Escrituras ?

A. Responsabilidades atribuídas aos eruditos .
  1. Verificação: é o processo pelo qual especialistas em grego e hebraico, cuidadosamente, contrastam e comparam a multidão existente de manuscritos do Antigo e do Novo Testamento a fim de determinar a correta leitura dos originais.
  2. Tradução: é o processo pelo qual linguistas capacitados preparam cópias da Palavra de Deus nas várias estruturas linguísticas da humanidade.
B. Responsabilidades atribuídas aos processadores de informação.
  1. Publicação: é o processo pelo qual todos os meios de comunicação disponíveis (gráfica, televisão, rádio, vídeos, áudio cassetes, internet, DVDs, CD-ROMs etc.) são plenamente utilizados.
  2. Saturação: é o processo pelo qual todo material cristão preparado é efetivamente distribuído em base mundial.
C. Responsabilidades atribuídas aos instrutores (aos pastores, professores, missionários) que são chamados para transmitir a Palavra de Deus para outros em uma base regular:
  1. Preparo: é o processo pelo qual o instrutor, cuidadosamente, estuda o texto em particular que deverá ensinar.
  2. Súplica: é o processo no qual o instrutor ajoelha e pede ao Deus da Palavra que abençoe a Palavra de Deus!
  3. Interpretação: é o processo pelo qual o instrutor corretamente explica o significado do texto.
  4. Ilustração: é o processo pelo qual o instrutor apresenta histórias, acontecimentos úteis etc., para lançar luz sobre o texto e, dessa forma, capacitar o aluno a compreendê-la.
  5. Aplicação: é o processo pelo qual o instrutor apresenta como texto escritural pode ser aplicado à vida de cada aluno de forma prática.
D. Responsabilidades atribuídas a todos os cristãos.
  1. Santificação: processo pelo qual o cristão permite que a Palavra de Deus separe-o e, assim, torne-o mais parecido com Jesus.
  2. Proclamação: é o processo pelo qual o cristão usa todas as oportunidades para proclamar e anunciar a gloriosa mensagem do evangelho!
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Até a próxima!
Fica na paz!







quarta-feira, 12 de outubro de 2016

O que significa cair no Espírito, e isso é bíblico?

A. A prática envolvida.
Nas últimas décadas do século 20, alguns televangelistas começaram a fazer as pessoas caírem [como mortas] no Espírito, o que era conseguido quando evangelista tocava nelas ou as empurrava (em geral, na testa), fazendo com que caíssem instantânea e, às vezes, violentamente para trás, em um estado de inconsciência.
B. Os particulares envolvidos.
  • Em primeiro lugar, parece haver pouca concordância ou entendimento entre aqueles que praticam isso. Por que isso é feito? Quem pode fazê-lo? É preciso que um evangelista esteja envolvido ou um cristão pode fazer isso acontecer a outro cristão? Por que a pessoa precisa ficar inconsciente? Finalmente, quais são os resultados dessa prática?
  • Em segundo lugar, a palavra hebraica khalal, traduzida como "[cair] morto", ocorre 73 vezes no Antigo Testamento, mas jamais é usada com a essa ação do Espírito Santo sobre o crente.
  • Em terceiro lugar, a palavra [cair] morto é encontrada apenas duas vezes no Novo Testamento.
a) Uma passagem que se refere à morte de animais sacrificiais (At 7.42 NTLH, mataram). 
b) A outra passagem fala de cristãos sendo mortos pelos seus inimigos (Hb 11.37).
  • Em quarto lugar, cair para trás na presença de Deus ou ser morto por Ele sempre significou juízo, e nunca bênção!
a) Exemplos de pessoas que foram mortas por Deus:
(1) Conforme testificado por Isaías (Is 34.3; 66.16).
(2) Conforme testificado por Jeremias (Jr 25.33).
(3) Conforme testificado por Ezequiel (Ez 35.8).
b) Exemplos de pessoas que caíram para trás na presença de Deus:
(1) Conforme testificado por Davi (Sl 40.14; 70.2).
(2) Conforme testificado por Jeremias (Jr 15.6).
(3) Conforme testificado por João (Jo 18.3-6).
  • Em quinto lugar, cair para frente na presença de Deus significa adoração, reverência e aceitação divina. As Escrituras estão repletas de exemplos desse tipo:
a. Moisés e Arão (Nm 16.22; 20.6).
b. Apenas Moisés (Dt 9.18).
c. Ezequiel (Ez 1.28; 3.23; 43.3-5; 44.4).
d. Daniel (Dn 8.17).
e. Um leproso (Mc 1.40).
f. A mulher cananeia (Mc 7.25).
g. Simão Pedro (Lc 5.8).
h. Jairo (Lc 8.41).
i. Uma samaritana agradecida  (Lc 17.16).
j. Maria, a irmã de Marta (Jo 11.32).
k. O apóstolo João (Ap 1.17).
l. Os 24 anciãos (Ap 4.10; 5.8,14; 7.11; 19.4).
m. Os reis da terra durante o  milênio (Sl 72.11).

Fica na paz!
Até a próxima!